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TERAPIA OCUPACIONAL

Terapia Ocupacional é um tratamento de saúde que utiliza atividades selecionadas com o objetivo de desenvolver e/ou recuperar aspectos físicos (sensório motor), mentais (percepção e cognição) e sociais. Após uma avaliação do indivíduo, são traçados os objetivos do tratamento visando melhorar o desempenho nas atividades de vida diária (independência na alimentação, vestuário, higiene e locomoção) e de vida prática (trabalho, escola, atividades sociais, etc). Só após a avaliação do indivíduo é que são selecionadas as atividades específicas para o caso.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

No AGIR, atuamos com pacientes com dificuldades sensório motoras (paralisia cerebral, síndromes, traumatismos, A.V.C. (ou derrame), lesão de nervos), com deficiência mental, dificuldades de atenção e concentração, atraso do desenvolvimento motor e percepto - cognitivo (bebês), deficiência visual (visão subnormal e cegueira), deficiência auditiva, dificuldades escolares (padrão de escrita, incoordenação em atividades finas) e prescrição e treino de adaptações que facilitem o desempenho e a independência motora. Mas a T.O. pode também atuar na geriatria, psiquiatria, dermatologia (hanseníase) e na área social (há experiências de atividades com crianças de rua, grupo de adolescentes e orientações a gestantes, em serviço público).

O TRABALHO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL NA ESCOLA

O campo de atuação da TERAPIA OCUPACIONAL vem se ampliando cada vez mais quando se tem claro a idéia de que esse profissional busca, através da análise da atividade, melhorar o desempenho do indivíduo como um todo.

Acompanhando clientes com dificuldades motoras ou percepto cognitivas, fica claro a necessidade da TO orientar a escola quanto a adaptações necessárias para a criança ou adolescente realizar suas atividades escolares. O tipo de papel e seu posicionamento na mesa, o tipo de linha, tipo de grafite,, tipo de letra e tamanho adequado (observando aspectos visuais) uso de adaptações que favoreçam a preensão do lápis, o melhor posicionamento do indivíduo na mesa, como usar tesoura, a necessidade de treino gráfico, orientação quanto ao uso de computador, trabalho para melhorar nível de atenção / concentração / organização espaço temporal, enfim... buscar e adaptar todos os recursos de acordo com a necessidade do momento, levando-se em conta que a evolução está sempre presente e que a avaliação faz parte do processo.

Esse tipo de trabalho iniciou-se na "escola especial" onde a orientação de um terapeuta ocupacional é rotina dentro da equipe multidisciplinar. Hoje, além do processo de inclusão que requer uma atuação conjunta entre escola – família - terapeutas, observamos que a "escola comum" tem requisitado a atuação da TO no sentido de organizar (aspecto motor / percepção / cognitivo) o individuo para melhorar seu aproveitamento escolar.

A minha experiência dentro da UEPA como responsável pela adaptação de materiais e equipamentos, e como TO da clínica AGIR, me fazem acreditar que a escola é um campo imenso para a atuação da Terapia Ocupacional.

PREENSÃO E HABILIDADES FUNCIONAIS

Antes de chegar a uma preensão adequada para o lápis, a criança deve passar por uma série de experiências sensoriais e motoras que vão possibilitar o desenvolvimento de movimentos funcionais com os membros superiores.

Essas experiências começam na gestação, quando o feto leva a mão à boca e tem seu prosseguimento em outras atividades após o nascimento. Nesse processo é importante o estímulo sensorial dos objetos, o toque, a brincadeira com as duas mãos, a imitação (ativa e passiva) e a colocação da criança em situações que favoreçam o uso de determinada preensão (trabalho da TO através da análise de atividades). As brincadeiras de montar, encaixar, empurrar, costurar, rasgar, enrolar, rosquear, atividades de AVDs (alimentação, higiene e vestuário), pinturas (com as mãos ou com instrumentos – pincel, lápis), manusear massas e grãos são alguns exemplos de atividades que auxiliam no desenvolvimento funcional da preensão.

O uso de adaptações nas atividades gráficas tem como função favorecer o desempenho da criança. Alguns exemplos: uso de lápis, giz de cera e caneta hidrocor grossa nos trabalhos iniciais e no caso da criança ter maior dificuldade motora (a caneta tem efeito rápido para a criança se motivar para rabiscar e descobrir a função do traço); uso de lápis tipo de marceneiro ou triangular ou comum com adaptador de borracha (ou qualquer material que engrosse o lápis)que estimule o tripé; uso de lápis 6B no caso de traços muito leves ou com criança com dificuldade visual; prender a folha sempre com fita adesiva (para evitar que fique “dançando” durante a realização da atividade).

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CONVERSE COM A NOSSA TERAPEUTA OCUPACIONAL

Lilian da Silva Santos
terapeuta ocupacional especializada no atendimento de distúrbios motores, deficiência mental e/ou sensorial, deficiência visual e auditiva; método bobath; orientadora técnica de escola especializada.